Diversidade religiosa: uma questão ética até os dias de hoje

Estava assistindo à TV outro dia, quando vi uma notícia sobre um ataque a uma pessoa e, aparentemente, o motivo era religioso. Confesso que não entendi direito e perguntei para minha mãe que estava ao meu lado:

- A menina foi atacada por que estava com uma roupa de uma religião?

- Parece que sim.

Fiquei muito bolado! Minha mãe percebeu e perguntou:

- Ué! O que houve? Nunca viu uma notícia desse tipo?

Pensei sem responder: “Primeiramente, não! Nunca vi tal absurdo!”. Depois, respondi:

- Você fala como se fosse normal!

- Sim... Infelizmente é normal. As pessoas se matam por causa de religião.

 


Lembrei de dois papos que tive com meu amigo/filósofo Fred. Uma vez falamos sobre cidadania. Ele me mostrou que vivemos em coletividade e por isso é preciso equilibrar questões individuais com outras coletivas. Em outro momento, falamos sobre o Relativismo Cultural. Basicamente, é preciso compreender que as pessoas possuem crenças e hábitos diferentes. Por um lado, isso significa que na humanidade há uma grande riqueza cultural e, por outro, todos devemos aprender a lidar com tanta variedade. E qual a relação entre a notícia da TV e esses dois papos?

Desrespeitar uma crença é uma atitude antiética, pois está relacionada a uma intolerância a diversidade cultural e ao mesmo tempo é um crime contra a cidadania do outro, que possui o direito inquestionável de manter sua fé, desde que também respeite o espaço dos outros.

Esse caso também me lembrou o grande líder pacifista, Mahatma Gandhi. Ele costumava dizer: “Existem diversas causas pelas quais eu estou disposto a morrer, mas nenhuma que eu esteja disposto a matar”. Adoro essa citação. Concordo com ela, pois tiro a lição que existem situações tão fortes que são capazes de exigir a minha vida para superá-las, mas não tenho razão nenhuma para tirar outra vida. E acredito que nenhuma crença possa pregar o contrário. Esse seria um limite para o Relativismo Cultural, ou seja, respeito exige respeito, cada um segue sua vida como bem entende, sem julgar ou prejudicar o próximo.
 

Leonardo “Leo” Gantes

Eu tinha um comportamento péssimo – pelo menos era o que meus pais achavam - até ficar amigo Fred, um pedagogo que meu pai conheceu, e começar a aprender sobre Ética. Ele não me ensinou como eu deveria me comportar, não tentou me doutrinar. Ele optou por conversar comigo, me compreender e ao mesmo tempo me ensinou sobre Ética e como raciocinar para tomar atitudes melhores. Continuo sem gostar muito de estudar… rsrsrs… Mas pelo menos agora faço escolhas com mais consciência. Gosto mesmo de sair com meus melhores amigos, Sid e Teresa, e minha namorada, Helena, além de filmes de zumbi e sou superfã do Batman. Na minha área no Galera Cult, vou compartilhar com vocês alguns pensamentos e provocações, sempre sobre o comportamento humano.