Cinema

E aí, GaleraCult! Ao falar de filmes, eu não consigo deixar de diferenciar o cinema nacional do cinema internacional. O cinema nacional, por muito tempo, foi alvo de comentários ácidos da crítica nacional e internacional, sobretudo da crítica popular. O cinema internacional, por sua vez – sobretudo o americano e os do oeste europeu – sempre tiveram maior visibilidade e respeito da crítica, em geral.

Me parece que os filmes nacionais vem melhorando a cada ano! Podemos falar de diversos filmes que bateram recordes de bilheteria e foram nacionais, correto? “Tropa de Elite”, “Central do Brasil”, “Cidade de Deus”, “Bicho de Sete Cabeças” e “Cazuza – O Tempo não Para”.

O cinema nacional mudou bastante nos últimos tempos. Embora fossem produzidos filmes de grande complexidade emocional e técnica na década de 70 e 80, a verdade é que o cinema brasileiro se reinventou a partir do século XXI. Parcerias de qualidade e investimentos em efeitos especiais têm provocado um novo olhar sobre a cultura brasileira nos últimos tempos.

Lembro-me muito bem quando surgiu Tropa de Elite nos cinemas: primeiramente, o filme saiu pirateado através de uma falha no sistema de segurança da produtora, o que causou milhares de vendedores ambulantes e arquivos disponíveis na internet com o novo filme em qualidade quase que digital! Achar que ninguém compraria os ingressos para verem no cinema, já que havia o filme em casa. Erraram feio: o filme foi um dos mais vendidos do ano! O filme foi um sucesso de críticas, já que rompia com aquela lógica do cinema até então: falando da pobreza, da sexualidade entre os brasileiros ou um filme meramente dramático, pois envolvia ação, drama, pobreza, sexualidade e inclusive problemas políticos e morais que a corporação da polícia passa diariamente.

Desde então, os filmes nacionais vem ganhando outra forma de pensar o público brasileiro: ficções científicas (vale lembrar aquele filme do Wagner Moura em “O homem do futuro”!), comédias românticas (“Se eu Fosse Você” foi um dos tops de bilheteria) e assuntos ligados aos cotidianos da população em geral.

O fato é: a crítica mudou em relação aos filmes brasileiros porque, meus amigos, o cinema nacional procurou seguir a receita dos filmes “Hollywoodianos”: estórias nem sempre tão profundas (embora coerentes), mas efeitos de qualidade e dinamismo nas cenas gravadas. Parar para refletir não é o forte da nossa sociedade, justificando o porquê desta mudança. Nem todos conseguem aprovar este tipo de filmagem. Mas, quando o cinema aguça todos os nossos sentidos, é mais natural que a crítica popular e a própria crítica cinematográfica vejam com melhores olhos.

Contudo, seguir a lógica de Hollywood e fazer um filme emplacar nem sempre é resultado de um filme bom em conteúdo e tratamento. Muitos filmes que abordam conteúdos mais espinhosos e de uma maneira mais profunda são elogiados pela crítica, que também percebe a capacidade de conteúdo do filme e de direção. Mas estes não são focados pelos grandes cinemas, que desejam obter o maior lucro possível com os filmes exibidos em suas salas, e acabam não sendo exibidos para a população de maneira geral.

Se vocês também gostam de conhecer como as coisas funcionam e como o mundo é feito, sugiro olharem para os filmes de uma maneira didática: vejam como cada filme retrata uma população, um ano, uma época, um país e uma cultura diferente. Estes filmes podem ter até o mesmo ator ou mesmo diretor, mas nenhum segue a mesma fórmula que o outro, talvez, porque os filmes sejam uma cópia fidedigna da vida real... E esta vida, meus caros, é sempre mutável e em constante evolução.

Nando

Sempre fui um viajante. Se não viajo com os pés, viajo com minha imaginação, desbravando os lugares mais distantes e inóspitos que eu possa ir. Lá em casa, meus pais sempre trabalharam muito para me dar um bom padrão de vida. Apesar de ter estudado em boas escolas e sempre ter tirado boas notas, me sentia culpado por eles estarem sempre preocupados com o dinheiro e muitas vezes deixava de me divertir por causa disso. Aos meus 18 anos de idade, meus pais se separaram. Essa experiência me impactou muito, pelo fato de eu ser filho único, acabei vendo minha família desmoronar. Então a partir daí, passei a viajar mais ainda. Agora aos 20 anos, eu viajo o mundo e levo uma vida totalmente diferente da qual eu tinha com os meus pais. Busco aprender de forma prática e significativa, diferente das escolas por onde estudei, não me apegando a bens materiais e sempre viajando leve.