Vamos viajar?

Fala, pessoal! Hoje, iremos falar sobre turismo: coisa, por sinal, que eu sou admirador, desde que meus pais se separaram. 

Não sei se vocês sabem, mas meus pais se separaram por não se conciliarem através da renda da casa. Eles ficavam brigando e achavam que precisavam poupar sempre: minha mãe não poupava em roupas, mas poupava em saídas. Já meu pai não queria saber de gastos com as aparências, mas não dispensava um bar aos fins dos sábados. Já imaginou as discussões, né?! 

Quando tinha 18 anos, eles acabaram se separando... Desde então, procuro sempre viajar para conhecer o mundo e não perder minha vida, assim como acredito que eles perderam a deles, tentando acumular dinheiro. E devo dizer que tem sido uma das melhores coisas que tenho feito na minha vida desde então.

Atualmente, costumo viajar através dos chamados mochilões, que são viagens feitas com uma daquelas mochilas grandes que você prende às costas, e vou para lugares que meu dinheiro me permite e tento não gastar muito dinheiro com estadia, conhecendo as singularidades de cada local e cada população.

Acredito que a viagem pode trazer paz para a nossa mente, e também ajudar a abrir a visão de mundo através de novas culturas e novas experiências. Nada como voltar de uma viagem descobrindo que o mundo pode ser muito maior daquele que você imaginava que era. Já fez alguma viagem? Sabe como fazer uma?

Às vezes, viajar parece algo tão difícil e/ou caro que muitas pessoas nem sequer viajam durante o ano. Digo para vocês: fazer uma viagem tem a ver muito mais com disposição do que meramente com dinheiro e/ou tempo. Na maior parte das viagens que faço pelo Brasil, simplesmente tento ter uma noção de onde quero ir e faço um levantamento por alto de preços. Mas costumo pegar meu mochilão e simplesmente ir, sem me preocupar aonde irei chegar e como irei ficar. Essa talvez seja a principal graça de realmente explorar o mundo!

Mas se você procura ter uma estabilidade ou deseja começar a viajar mais, sugiro as seguintes dicas:
 
- Menos é mais. Pense em algum lugar que você queira ir e viaje por um final de semana. Quanto mais próximo do seu estado e município, melhor. Pra quem gosta de calma e um tempo mais frio, viajar para endereços como Teresópolis (RJ) e Campos do Jordão (SP) pode ser uma boa. Ou, se a sua vibe é uma região mais quente e agitada, Búzios (RJ) ou Santos (SP) são alternativas viáveis. Escolha viajar numa sexta-feira e volte em um domingo. É uma viagem curta, mas te tira da rotina!

- O dinheiro tá curto? Procure ver algum lugar aonde você possa chegar com ônibus alternativos ou fazendo baldeações. Por exemplo: se você mora no Rio de Janeiro, chegar à Angra (RJ) com um ônibus rodoviário de viagem pode ser um pouco salgado, estando na base de R$40 reais uma passagem. No entanto, se você pegar dois ou mais ônibus que vão interligando cidades entre o RJ e Angra, consegue fazer uma viagem por menos de R$20 reais. Já dá uma diferença no final das contas!

- Vai comprar uma mochila? Não economize dinheiro. Amigos (as), eu posso garantir a vocês que não existe nada mais frustrante do que viajar e sua mochila rasgar ou dar problemas. Ficar pegando sacolas plásticas no meio do caminho pra levar o que caiu ou ficar sem ter como levar suas coisas é uma dor de cabeça que só faz sentido quando acontece “na pele”. Invista um dinheiro em um bom material de mochila/mala e não gastará dinheiro para dores de cabeça. ;)

- Quer fazer um mochilão? Primeiramente, olhe os países ou o país que você quer viajar. Veja se existem problemas econômicos, políticos ou militares acontecendo no momento que você optar pela viagem. Depois, olhe a relação com a moeda (veja se a moeda é mais cara ou mais barata por lá) e também o valor das passagens aéreas e passaporte. 

Tendo tudo isso pronto? 

Pense em como você quer fazer uma viagem: se é com conforto, conhecendo os pontos tradicionais de um lugar, ou quer conhecer as subjetividades e as dinâmicas da população local. Claro que você pode optar pelos dois, mas é muito difícil conhecer a convivência apenas ficando em regiões de hotéis bons e tradicionais. Assim como é um pouco menos confortável ficar em quartos coletivos e mais simples, como são os hotéis alternativos (hostels). 

Há muitas mais dicas, mas o assunto é longo e depende muito da experiência pessoal de cada um. Espero que possam cada vez mais explorar o mundo exterior e interior de vocês, assim como procuro fazer com a minha vida: ser um explorador de diferentes realidades e culturas. Um abraço!

Nando

Sempre fui um viajante. Se não viajo com os pés, viajo com minha imaginação, desbravando os lugares mais distantes e inóspitos que eu possa ir. Lá em casa, meus pais sempre trabalharam muito para me dar um bom padrão de vida. Apesar de ter estudado em boas escolas e sempre ter tirado boas notas, me sentia culpado por eles estarem sempre preocupados com o dinheiro e muitas vezes deixava de me divertir por causa disso. Aos meus 18 anos de idade, meus pais se separaram. Essa experiência me impactou muito, pelo fato de eu ser filho único, acabei vendo minha família desmoronar. Então a partir daí, passei a viajar mais ainda. Agora aos 20 anos, eu viajo o mundo e levo uma vida totalmente diferente da qual eu tinha com os meus pais. Busco aprender de forma prática e significativa, diferente das escolas por onde estudei, não me apegando a bens materiais e sempre viajando leve.