Preço e qualidade podem caminhar juntos?

Sim. Por que não? É do tempo da minha avó a ideia de que todas as coisas baratas são ruins e os produtos verdadeiramente bons são caros. É verdade que essa relação ainda existe em muitos produtos ou serviços, mas não podemos dizer que é uma regra sem exceção.

A internet e as inúmeras facilidades de transporte e comunicação que vemos hoje em dia possibilitaram inovações e criaram um novo universo de produtos, envolvendo preços baixos e alta qualidade. Até mesmo soluções gratuitas. Os aplicativos são bons exemplos. Você pode encontrar diversos apps gratuitos que prestam serviços irados.

É verdade que o preço influencia no que chamamos de “percepção de valor”. Produtos caros “parecem” melhores. Li outro dia que fizeram uma pesquisa com alguns grandes sommeliers (aquelas pessoas que conhecem tudo de vinhos). Deram inúmeros vinhos, que variavam imensamente de preços, para que eles dessem nota. Obviamente, esperava-se que os vinhos mais caros tirassem notas melhores. Maaaaaasssss... não foi o que aconteceu. O mais interessante é que em uma pesquisa similar, mas que os sommeliers puderam ver os rótulos, ocorreu o oposto: os vinhos mais caros tiraram as maiores notas.

Resumindo... Que dica eu deixo para os meus amiguinhos empreendedores? Fiquem atentos ao valor percebido pelos consumidores. Produtos e serviços de alto valor podem ter preços maiores. Eu digo “podem”, pois, dependendo da sua estratégia, pode ser interessante cobrar menos e vender mais. Agora, fique ligado! O essencial também é a margem, ou seja, a diferença entre receita e custo. Se o seu custo for alto, você não conseguirá cobrar barato, pois um produto ou serviço sem margem não se sustenta.

Os aplicativos (mais uma vez... rsrsrs) são excelentes exemplos dessa nova realidade de preços baixos e qualidade. Isso porque um produto (ou serviço) totalmente digital não depende de recursos físicos. Estes, sim, costumam ter uma relação direta entre qualidade e preço. Os produtos de alimentação e vestuário, por exemplo, tem seus custos relacionados a qualidade da matéria-prima e repassam essa relação para o consumidor final, isto é, matéria-prima de qualidade e cara gera produtos com qualidade e caros, pelo menos de uma forma geral. Voltando aos apps... Como eles não dependem de matéria-prima, a sua qualidade está na competência do programador, portanto há mais margem para um preço menor.#ficaadica Até mais!

 

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Ana “Aninha” Kreintino

Sabe o que eu acho mais comum entre meus amigos adolescentes? Eles não sabem o que querem da vida. Estão perdidos. Por exemplo, meus dois irmãos mais velhos, Alex e Aílton, de 17 e 18 anos, e que ainda nem sabem qual carreira seguir. Pode até aparecer papo de “velho”, de mãe e pai. E é mesmo, né? Mas eu não sou “velha” não, hein! A diferença é que eu sei bem o que eu quero. E não é pouco. Não é exatamente ser rica, ou famosa. Tem a ver com um orgulho pessoal, algo dentro de mim. Quero fazer a diferença. Adoro Empreendedorismo. Aos 8 anos, aprendi a fazer brigadeiro e passei a comercializar na vizinhança e na escola. Mas fiz isso porque vi a oportunidade. Não gosto de cozinhar. Minha parada é tecnologia. Meu sonho é criar um aplicativo inovador e viver dele, de preferência em Cingapura. Vou postar, nesse cantinho do Galera Cult, um monte de coisas sobre inovação, ideias de hoje e do passado que mudaram a nossa história.