Comprando e Vendendo Ações na Bolsa de Valores

No estudo sobre a história do século XX, tenho certeza que você leu e ouviu sobre a conhecida “Crise de 29” ou “Quebra da bolsa de Nova Iorque”. Durante a década de 30, o mercado produtivo estava aquecido e os investidores interessados em garantir ganhos rápidos de seu dinheiro, e para isso utilizaram a bolsa de valores para atingir esse objetivo. Mas como funciona esse mercado? Como funciona, em termos básicos, a compra e venda de ações de empresas?

Antes de qualquer coisa: uma ação, em termos gerais, é uma unidade de valor do capital social de uma empresa, ou seja, se uma empresa vale R$ 1 milhão, e ela é dividida em 10 mil ações, cada uma valerá 100 reais. Cada ação representa uma parcela societária da empresa, e qualquer um que a possua se torna, oficialmente, um sócio dessa companhia. O principal objetivo de empresas possuírem capital aberto e comercializável, através de ações, na bolsa de valores, é atrair investimentos financeiros e ampliar o patrimônio, de forma a viabilizar o seu desenvolvimento produtivo.

A principal bolsa de valores brasileira em atividade – a BM&F BOVESPA (Bolsa de Mercadorias e Futuros – Bolsa de Valores do Estado de São Paulo) – oferece, atualmente, ações de centenas de empresas, de diversos setores produtivos. Cada uma tem o seu preço específico, e a variação desse valor depende, em geral, dos movimentos de oferta e demanda dessa ação (o mesmo vale para produtos do dia a dia – se muitos querem comprar um celular, o seu preço tende a ser mais alto; caso contrário, se ninguém se interessa muito por ele, é de se esperar que fique mais barato). Diversos fatores afetam o valor de uma ação, microeconômicos (saúde da empresa, estabilidade do setor etc), macroeconômicos (condições políticas, taxa de câmbio, nível de inflação e desemprego etc) e da própria expectativa dos investidores sobre o futuro da empresa e da economia do país.

Para comprar e vender uma ação na bolsa de valores, o investidor precisará de um agente intermediário, permitido pela lei, que seja o intermediador da operação: a chamada corretora de valores mobiliários. Ela será a responsável em executar a operação e, de alguma forma, garantir que tudo seja feito da forma correta e segura.

Vamos considerar que, hoje, você decida comprar uma ação de uma empresa chamada ABCD. No momento da compra, será necessário estipular um preço o qual deseja executar essa operação. Mas ela apenas se realizará se algum outro investidor estiver disposto a vendê-la pelo preço que você estipulou. Além disso, geralmente são cobradas algumas pequenas taxas, o que varia de corretora para corretora.

 

  Empresa

     Ação

   C / V

  Quant.

 Preço Unit.          (R$)

   Valor Bruto             (R$)

Taxas (R$)

       Valor  Líquido  (R$)

   ABCD

  ABCD.SA

      C

   1.000

     15,00

    15.000,00

   150,00

    15.150,00

                                                                                                                                    (Considerando o valor das taxas como 1% do valor bruto de transação)

 

Após a execução dessa compra, a ação será de sua propriedade, e poderá ficar com ela o tempo que achar mais adequado (e agora, você também será um dos sócios dessa empresa!). Durante o tempo que mantiver essa ação sob sua posse, o preço dela pode aumentar ou diminuir, ou também permanecer igual. Suponhamos que, depois de 1 ano, a ação esteja valendo R$ 20,00. Vamos ver o resultado final da operação:

 

  Empresa

     Ação

   C / V

  Quant.

 Preço Unit.          (R$)

       Valor           Bruto  (R$)

Taxas (R$)

       Valor  Líquido  (R$)

     ABCD

  ABCD.SA

      V

   1.000

      20,00

     20.000,00

    200,00

    19.800,00

                                                                                     (Para compras, soma-se o valor das taxas; para a venda, subtrai-se o valor das taxas do valor bruto)

 

Viu só? Com um aumento de 5 reais no preço da ação, você obteve um lucro de R$ 19.800,00- R$ 15.150,00= R$ 4.650,00, aproximadamente 30%! Claro que não é sempre que se conseguem rentabilidades como essa, mas também não é impossível. Além disso, dependendo dos valores transacionados, existe ainda a incidência de imposto de renda (IR) sobre o lucro da operação, o que diminui um pouco o seu valor.

O mercado financeiro e a bolsa de valores, sem dúvida, é um ambiente complexo e depende de muito estudo e experiência. Mas de uma coisa podemos ter certeza: uma das principais funções desse mercado é oferecer a possibilidade de aumentar nosso patrimônio ao longo do tempo, desde que façamos tudo de forma responsável. Vale dizer que não é qualquer um que tem sucesso pleno nesse ramo, pois assim como na crise de 29, muitos abusaram do mecanismo de especulação financeira para obter ganhos rápidos e muito altos (em outras palavras, uma forma básica de pura aposta no comportamento dos preços, sem qualquer conhecimento que fundamente as decisões de compras e vendas). Mas, com um pouco de informação e aconselhamento profissional, qualquer um pode aplicar seu dinheiro de forma mais segura e rentável.

Para aprender ainda mais, se você estiver interessado, visite o site http://www.bmfbovespa.com.br/ e pesquise o quanto quiser!

 

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Tales Eko “Teko”

Tenho que confessar… Sempre fui pão duro. Não sei se é uma desculpa boa, mas tive origem humilde e desde pequeno decidi que não seria pobre para sempre. Aos 10 anos, já tinha percebido que para melhorar de vida precisava abdicar de duas coisas: 1) Preguiça; e 2) Consumo fútil. A primeira para gerar dinheiro. E a segunda para não desperdiçar tudo que eu ganhar. Aos 15 anos, já trabalhava em uma pequena lojinha de meu bairro e tinha um plano financeiro traçado para os próximos 25 anos!!! O PET (Plano de Enriquecimento do Teko) está a todo vapor. Agora, posso ser pão duro, mas não sou egoísta. Tanto que decidi compartilhar com quem quiser o PET e as lições que estou aprendendo sobre Educação Financeira. Quer aprender a lidar com grana sem desperdiçar com futilidades? Fique ligado nas minhas dicas aqui no Galera Cult.