Caatinga: a riqueza do semiárido

Olá, turma da GaleraCult! Um dos momentos mais aguardados do ano são as férias escolares. É momento de relaxar com a família e curtir um pouco outros ambientes, como, por exemplo, o Nordeste brasileiro. É uma região muito interessante com a presença dos biomas Mata Atlântica – na região costeira – e Caatinga, seguindo mais para o interior. Com poucas chuvas e sol abundante, a umidade presente no ar é baixa caracterizando o clima semiárido na região onde encontramos a Caatinga. 

Olhem só o mapa da região do semiárido brasileiro. Se prestar a atenção verá que o norte de Minas Gerais também está dentro dessa região que tem uma área de 982.563,3 km². Desse total, a Região Nordeste concentra em torno de 89,5% (maioria dos estados nordestinos, com a exceção do Maranhão) e a Região Sudeste possui os 10,5% (com Minas Gerais).

Mas quem acha que a Caatinga é um ambiente pobre e sem importância está muito enganado!!! Veja só algumas coisas interessante que achei sobre esse bioma:

  • A caatinga ocupa uma área de cerca de 844.453 quilômetros quadrados, o equivalente a 11% do território nacional. Engloba os estados Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Piauí, Sergipe e o norte de Minas Gerais;
  • Rico em biodiversidade, o bioma abriga 178 espécies de mamíferos, 591 de aves, 177 de répteis, 79 espécies de anfíbios, 241 de peixes e 221 abelhas. Cerca de 27 milhões de pessoas vivem na região, a maioria carente e dependente dos recursos do bioma para sobreviver;
  • A caatinga tem um imenso potencial para a conservação de serviços ambientais, uso sustentável e bioprospecção que, se bem explorado, será decisivo para o desenvolvimento da região e do país. A biodiversidade da caatinga ampara diversas atividades econômicas voltadas para fins agrosilvopastoris e industriais, especialmente nos ramos farmacêutico, de cosméticos, químico e de alimentos;
  • Apesar da sua importância, o bioma tem sido desmatado de forma acelerada, principalmente nos últimos anos, devido principalmente ao consumo de lenha nativa, explorada de forma ilegal e insustentável, para fins domésticos e indústrias, ao sobre pastoreio e a conversão para pastagens e agricultura. Frente ao avançado desmatamento que chega a 46% da área do bioma, segundo dados do Ministério do Meio Ambiente (MMA), o governo busca concretizar uma agenda de criação de mais unidades de conservação federais e estaduais no bioma, além de promover alternativas para o uso sustentável da sua biodiversidade;
  • Em relação às Unidades de Conservação (UC´s) federais é o bioma continuará como um dos menos protegidos do país, já que pouco mais de 1% destas unidades são de Proteção Integral. Ademais, grande parte das unidades de conservação do bioma, especialmente as Áreas de Proteção Ambiental – APAs, têm baixo nível de implementação.

Essas informações bacanas e outras podem ser vistas navegando no site do ministério do meio ambiente.

Ah, mesmo sendo um bioma exclusivamente brasileiro (ou seja, só existe aqui no Brasil) e com tantas características interessantes, ele vem sendo degradado com a exploração de suas terras pela pecuária, agricultura e extração de mata nativa para uso como lenha. Por isso é importante apoiar ações que ajudem na conservação ambiental desse bioma, como o manejo agrosilvo pastoril, a integração do uso sustentável de produtos madeireiros e não-madeireiros e o manejo da vegetação para pecuária e agricultura. 

É isso, espero que agora você veja a Caatinga com outros olhos.

Paulo “Paulinho” Statera

Desde pequeno tive dificuldade de me enquadrar aos padrões; e não era só rebeldia. Ficava mais revoltado com aqueles que não faziam nenhum sentido. Esse comportamento gerou afastamento de meus pais e minha família em geral, com exceção do meu avô, Paulo, que também sempre foi um rebelde… hehehehe. Poucos reconhecem, mas os meus questionamentos não são vazios, são (e sempre foram) coerentes, pois percebo que as pessoas seguem e tomam decisões porque seguem modelos prontos ou porque pensam no curto prazo. Tudo mudou quando conheci um grupo que vive em uma Ecovila, o Gemeinde, que promove relações diferentes entre si e com o meio ambiente. Minha identificação com o grupo despertou meu interesse por Sustentabilidade e essa passou a ser a minha missão: disseminar outras formas de relacionamento entre os seres humanos e com a natureza. Siga-me no Galera Cult e fique sabendo mais sobre críticas a sociedade atual e sobre práticas sustentáveis